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Convertei-vos e credes no evangelho  

Campanha da Fraternidade

Jesus faz um apelo de conversão. Todos nós, cristãos, somos chamados a arrepender-nos e pôr em prática os seus ensinamentos. Em um primeiro momento, pode parecer simples e fácil concretizar esse pedido, mas em verdade não é, pois exige de nós uma postura nova: abandonar os maus comportamentos. Jesus tinha credibilidade para fazer essa proposta porque, como homem, também teve de enfrentar as tentações que buscavam empurrá-lo para uma vida cômoda e desinteressada da vontade de Deus – mas ele as venceu todas, sempre.

A conversão está associada à preocupação especial com os que mais sofrem. Abandonar as comodidades que às vezes se tem para começar a viver de forma diferente traz dificuldades. Uma vez mais o grande exemplo é Jesus, que foi morto na cruz não por amor ao sofrimento, mas por amor ao ser humano. Viveu no mundo anunciando e fazendo o bem e sofreu constantes oposições dos poderosos de sua época, a quem seus ensinamentos e ações incomodavam.

Iniciamos a Quaresma,tempo propício à reflexão e à busca da conversão. E com ela entramos na dinâmica da Campanha da Fraternidade, que neste ano reflete sobre a saúde pública. Você pode se perguntar: o que a Igreja tem que ver com a saúde publica? Muito! Cuidar da saúde é tarefa do Estado, e este, na grande maioria das vezes, não cumpre seu papel. A Igreja, como promotora da vida e da causa dos mais esquecidos, tem por tarefa “cutucar” os poderes públicos para que eles “acordem” e cuidem do nosso povo, sobretudo daqueles que mais sofrem.

Tempo quaresmal e Campanha da Fraternidade são assuntos que certamente vão nos acompanhar ao menos pelos próximos quarenta dias. Vamos aproveitar este período para ouvir e atender o apelo de Jesus, que diz: “Convertei-vos”. Ao mesmo tempo, temos a possibilidade de contribuir com a sociedade, unindo nossa voz num grito forte de apelo para que os governos invistam mais na saúde do nosso povo e cuide bem dele. A tarefa não é fácil; temos de depositar nossa confiança também nas mãos humanas (governantes), porém temos o direito e o dever de cobrá-los, para que a responsabilidade que lhes foi conferida seja assumida com compromisso e seriedade, promovendo, assim, um país igual para todos.

Isaias Silva Pinto, ssp
religioso paulino

fonte: O DOMINGO missa com as crianças

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