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Amarás o Senhor teu Deus. Amarás o teu próximo  

Dia 2 de Junho – Quinta-feira

IX SEMANA DO TEMPO COMUM
(Verde – Ofício do Dia)


Antífona de Entrada

Olhai para mim, Senhor, e tende piedade, pois vivo sozinho e infeliz. Vede minha miséria e minha dor e perdoai todos os meus pecados! (Sl 24,16.18)


Oração do dia

Ó Deus, cuja providência jamais falha, nós vos suplicamos humildemente: afastai de nós o que é nocivo e concedei-nos tudo o que for útil. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.


Leitura (2 Timóteo 2,8-15)

Leitura da segunda carta de são Paulo a Timóteo.
28 Lembra-te de que Jesus Cristo, descendente de Davi, ressuscitou dentre os mortos, segundo o meu evangelho. 9 Por ele, eu tenho sofrido até ser acorrentado como um malfeitor. Mas a palavra de Deus não está acorrentada. 10 Por isso, tudo suporto por causa dos eleitos, para que eles também alcancem a salvação que está no Cristo Jesus com a glória eterna. 11 É digna de fé esta palavra: Se já morremos com ele, também com ele viveremos; 12 se resistimos com ele, também com ele reinaremos; se o negarmos, ele também nos negará; 13 se lhe somos infiéis, ele, no entanto, permanece fiel, pois não pode negar-se a si mesmo. 14 Recorda estas coisas, conjurando diante de Deus que se evitem contendas de palavras. Estas não têm nenhuma utilidade, servindo apenas para a perdição dos que as ouvem. 15Esforça-te por te apresentares a Deus como homem provado, como operário que não tem de que se envergonhar e que comunica a palavra da verdade com exatidão.
Palavra do Senhor.
 

Salmo Responsorial 24/25

Mostrai-me, ó Senhor, vossos caminhos!
 
Mostrai-me, ó senhor, vossos caminhos
E fazei-me conhecer a vossa estrada
Vossa verdade me oriente e me conduza,
Porque sois o Deus da minha salvação.
 
O Senhor é piedade e retidão
E reconduz ao bom caminho os pecadores.
Ele dirige os humildes na justiça
E os pobres ele ensina o seu caminho.
 
Verdade e amor são os caminhos do Senhor
Para quem guarda sua aliança e seu preceitos.
O Senhor se torna íntimo aos que o temem
E lhes dá a conhecer sua aliança.
 
 


Evangelho (Marcos 12,28-34)

Aleluia, aleluia, aleluia.
Jesus Cristo salvador destruiu o mal e a morte; fez brilhar pelo evangelho a luz e a vida imperecíveis (2Tm 1,10).

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos.
Naquele tempo, 12 28 achegou-se a Jesus um dos escribas que os ouvira discutir e, vendo que lhes respondera bem, indagou dele: “Qual é o primeiro de todos os mandamentos?”
29 Jesus respondeu-lhe: “O primeiro de todos os mandamentos é este: Ouve, Israel, o Senhor nosso Deus é o único Senhor;
30 amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu espírito e de todas as tuas forças”.
31 Eis aqui o segundo: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Outro mandamento maior do que estes não existe”.
32 Disse-lhe o escriba: “Perfeitamente, Mestre, disseste bem que Deus é um só e que não há outro além dele.
33 E amá-lo de todo o coração, de todo o pensamento, de toda a alma e de todas as forças, e amar o próximo como a si mesmo, excede a todos os holocaustos e sacrifícios”.
34 Vendo Jesus que ele falara sabiamente, disse-lhe: “Não estás longe do Reino de Deus. E já ninguém ousava fazer-lhe perguntas”.
Palavra da Salvação.


Comentário ao Evangelho

UM DIÁLOGO ESCLARECEDOR
            O mestre da Lei aproximou-se de Jesus com o desejo de dialogar com ele, a fim de  esclarecer uma questão em voga na época. Assumiu, pois, a humilde postura de um discípulo, desejoso de aprender. Não lhe interessa eliminar nem ridiculizar Jesus, mas apenas deixar-se instruir. Sua presença amistosa é perceptível também no final do diálogo onde se observa uma clara concordância entre Jesus e seu interlocutor. O mestre da Lei acolhe, como suficiente e verdadeira, a resposta do Mestre Jesus. Por sua vez, este reconhece que o mestre da Lei havia captado com sabedoria e objetividade suas palavras e que lhes  dava crédito, num evidente sinal de sintonia com o Reino de Deus.
            O diálogo versou sobre uma questão levantada diante dos 248 mandamentos e 365 proibições, aos quais todo fiel israelita deveria submeter-se. Os rabinos já faziam uma distinção entre mandamentos graves e mandamentos leves. O interesse do interlocutor de Jesus era um tanto diferente: ele queria saber qual, dentre todas as prescrições da Lei, seria a mais importante, a partir da qual tudo o mais adquiria sentido.
            A resposta do Mestre deixou-o satisfeito. De fato, é no relacionamento com Deus e com o próximo que toda a vida humana se define. Todo e qualquer mandamento só tem sentido se for para reforçar este relacionamento. Pelo contrário, tudo quanto não ajuda ou atrapalha, deve ser evitado. Com este princípio, seria mais fácil saber que caminho seguir ou que decisão tomar, em qualquer circunstância.
 
 

Oração
Pai, faze-me compreender sempre mais que o eixo da minha vida de fé deve consistir num amor entranhado a ti e a meu próximo.
 
 


Sobre as Oferendas

Confiados, ó Deus, no vosso amor de Pai, acorremos ao altar com nossas oferendas; dai-nos, por vossa graça, ser purificados pela eucaristia que celebramos. Por Cristo, nosso Senhor.


Antífona da Comunhão

Eu vos chamo, ó meu Deus, porque me ouvis, inclinai o vosso ouvido e escutai-me! (Sl 16,6)


Depois da Comunhão

Ó Deus, governai pelo vosso Espírito aos que nutris com o Corpo e o Sangue do vosso filho. Dai-nos proclamar nossa fé não somente em palavras, mas também na verdade de nossas ações, para que mereçamos entrar no reino dos céus. Por Cristo, nosso Senhor.

MEMÓRIA FACULTATIVA

SANTOS MARCELINO E PEDRO
(Vermelho – Ofício da Memória)


Oração do Dia

Ó Deus, que nos destes o apoio e a proteção do glorioso martírio dos santos Marcelino e Pedro, fazei que seu exemplo nos anime e sua oração nos sustente. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.


Sobre as Oferendas

Possa agradar-vos, ó Deus, a oferenda que vos será consagrada em honra do martírio dos vossos santos Marcelino e Pedro, para que nos purifique dos nossos pecados e vos torne propício às nossas preces. Por Cristo, nosso Senhor.


Depois da Comunhão

Nutridos com o pão do céu, nos tornamos um só corpo em Cristo. Fazei, ó Pai, que jamais nos afastemos do seu amor e, a exemplo dos vossos mártires são Marcelino e são Pedro, superemos tudo corajosamente por aquele que nos amou primeiro. Por Cristo, nosso Senhor.


Santo do Dia / Comemoração (SANTOS MARCELINO E PEDRO)

Esta página da história da Igreja foi-nos confirmada pelo próprio papa Dâmaso, que na época era um adolescente e testemunhou os acontecimentos. Foi assim que tudo passou.

Na Roma dos tempos terríveis e sangrentos do imperador Diocleciano, padre Marcelino era um dos sacerdotes mais respeitados entre o clero romano. Por meio dele e de Pedro, outro sacerdote, exorcista, muitas conversões ocorreram na capital do império. Como os dois se tornaram conhecidos por todos daquela comunidade, inclusive pelos pagãos, não demorou a serem denunciados como cristãos. Isso porque os mais visados eram os líderes da nova religião e os que se destacavam como exemplo entre a população. Intimados, Marcelino e Pedro foram presos para julgamento. No cárcere, conheceram Artêmio, o diretor da prisão.

Alguns dias depois notaram que Artêmio andava triste. Conversaram com ele e o miliciano contou que sua filha Paulinha estava à beira da morte, atacada por convulsões e contorções espantosas, motivadas por um mal misterioso que os médicos não descobriam a causa. Para os dois, aquilo indicava uma possessão demoníaca. Falaram sobre o cristianismo, Deus e o demônio e sobre a libertação dos males pela fé em Jesus Cristo. Mas Artêmino não lhes deu crédito. Até que naquela noite presenciou um milagre que mudou seu destino.

Segundo consta, um anjo libertou Pedro das correntes e ferros e o conduziu à casa de Artêmio. O miliciano, perplexo, apresentou-o à sua esposa, Cândida. Pedro, então, disse ao casal que a cura da filha Paulinha dependeria de suas sinceras conversões. Começou a pregar a Palavra de Cristo e pouco depois os dois se converteram. Paulinha se curou e se converteu também.

Dias depois, Artêmio libertou Marcelino e Pedro, provocando a ira de seus superiores. Os dois foram recapturados e condenados à decapitação. Entrementes, Artêmio, Cândida e Paulinha foram escondidos pelos cristãos, mas eles passaram a evangelizar publicamente, conseguindo muitas conversões. Assim, logo foram localizados e imediatamente executados. Artêmio morreu decapitado, enquanto Cândida e Paulinha foram colocadas vivas dentro de uma vala que foi sendo coberta por pedras até morrerem sufocadas.

Quanto aos santos, o prefeito de Roma ordenou que fossem também decapitados, porém fora da cidade, para que não houvesse comoção popular. Foram levados para um bosque isolado onde lhes cortaram as cabeças. Era o dia 2 de junho de 304.

Os seus corpos ficaram escondidos numa gruta límpida por muito tempo. Depois foram encontrados por uma rica e pia senhora, de nome Lucila, que desejava dar uma digna e cristã sepultura aos santos de sua devoção. O culto dedicado a eles se espalhou no mundo católico até que o imperador Constantino mandou construir sobre essas sepulturas uma igreja. Outros séculos se passaram e, em 1751, no lugar da igreja foi erguida a belíssima basílica de São Marcelino e São Pedro, para conservar a memória dos dois santos mártires, a qual existe até hoje.

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