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Eu te seguirei para onde quer que fores  

Ano B – 30 de setembro de 2015

Cor Liturgica: BRANCO ( 4ª-feira da 26ª Semana Tempo Comum – S, Jerônimo, PresbDr, memória)

Lucas 9,57-62

Aleluia, aleluia, aleluia.
Eu tudo considero como perda e como lixo a fim de eu ganhar Cristo e ser achado nele! (Fl 3,8s) 

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.
9 57 Enquanto caminhavam, um homem disse a Jesus: “Senhor, seguir-te-ei para onde quer que vás”.
58 Jesus replicou-lhe: “As raposas têm covas e as aves do céu, ninhos, mas o Filho do Homem não tem onde reclinar a cabeça”.
59 A outro disse: “Segue-me”. Mas ele pediu: “Senhor, permite-me ir primeiro enterrar meu pai”.
60 Mas Jesus disse-lhe: “Deixa que os mortos enterrem seus mortos; tu, porém, vai e anuncia o Reino de Deus”.
61 Um outro ainda lhe falou: “Senhor, seguir-te-ei, mas permite primeiro que me despeça dos que estão em casa”.
62 Mas Jesus disse-lhe: “Aquele que põe a mão no arado e olha para trás, não é apto para o Reino de Deus”.
Palavra da Salvação.


Comentário do Evangelho
A RADICALIDADE DO SEGUIMENTO 
Cada uma das três cenas de encontro de Jesus com pessoas chamadas a segui-lo, ilustra a radicalidade do seguimento. É preciso uma grande dose de despojamento para dar o passo. Sem isto, essa experiência ficaria sem feito, já nos seus inícios.
A primeira cena aponta para o destino de pobreza e insegurança a que estão fadados os seguidores de Jesus. Ele mesmo sabia-se desprovido de segurança oferecida por uma estrutura familiar, ou qualquer outra. Não podia contar com nada que lhe pudesse oferecer estabilidade. Sua existência era realmente precária, sob o ponto de vista material. Estava sempre na dependência da generosidade alheia.
A segunda cena, sem pretender pôr em discussão as obrigações próprias da piedade filial, indica estar o discípulo a serviço do Reino da vida. É inútil preocupar-se com a morte física, pois esta é vista na perspectiva da ressurreição. Assim, não é falta de piedade, no caso do discípulo em missão, estar ausente por ocasião do enterro do próprio pai. A certeza da ressurreição permite-lhe manter-se em comunhão com o ente querido, para além da morte física.
A terceira cena mostra como o chamado do Reino não suporta delongas. Nada de despedidas demoradas, adiamentos sem fim, desculpas sucessivas. Ao ser chamado, o discípulo deve estar disposto a romper com o passado e lançar-se, de cheio, no serviço do Reino.

 

Leitura

Neemias 2,1-8

Leitura do livro de Neemias.
2 1 No vigésimo ano do rei Artaxerxes, no mês de Nisã, estando o vinho diante de mim, tomei-o e o ofereci ao rei. Ora, jamais em outra ocasião, eu estivera triste em sua presença.
2 Disse-me o rei: “Por que tens a face sombria? Não estás doente! Tens no entanto algum dissabor!”
3 Muito conturbado respondi ao rei: “Viva o rei para sempre! Como não haveria eu de estar pesaroso, desde que a cidade onde se encontram os túmulos de meus pais está devastada e suas portas consumidas pelo fogo?”
4 Disse-me o rei: “Que tens a me pedir?”
5 Então, fazendo uma prece ao Deus do céu, eu disse ao rei: “Se aprouver ao rei, e se o teu servo te é agradável, permite-me ir para a terra de Judá, à cidade onde se encontram os túmulos de meus pais, para reconstruí-la”.
6 O rei, junto de quem estava sentada a rainha, perguntou-me: “Quanto tempo durará tua viagem? Quando voltarás?” Ele consentiu que eu partisse, logo que lhe fixei certo prazo.
7 Prossegui: “Se o rei achar bom, que me dêem missivas para os governadores de além do rio, a fim de que me deixem passar para Judá;
8 e uma outra carta para Asaf, o intendente da floresta real, para que ele me forneça a madeira para a viga das portas da fortaleza vizinha ao templo, para as muralhas da cidade e para a casa em que eu habitar”. O rei concordou com o meu pedido, porque a mão favorável de meu Deus estava comigo.
Palavra do Senhor.

Salmo 136/137

Que se prenda a minha língua ao céu da boca

se de ti, Jerusalém, eu me esquecer!

 

Junto aos rios da Babilônia

nos sentávamos chorando,

com saudades de Sião.

Nos salgueiros por ali

penduramos nossas harpas.

 

Pois foi lá que os opressores

nos pediram nossos cânticos;

nossos guardas exigiam

alegria na tristeza:

“Cantai hoje para nós

algum canto de Sião!”

 

Como havemos de cantar

os cantares do Senhor

numa terra estrangeira?

Se de ti, Jerusalém,

algum dia eu me esquecer,

que resseque a minha mão!

 

Que se cole a minha língua

e se prenda ao céu da boca

se de ti não me lembrar!

Se não for Jerusalém

minha grande alegria!

Oração
Ó Deus, que destes ao presbítero são Jerônimo profundo amor pela Sagrada Escritura, concedei ao vosso povo alimentar-se cada vez mais da vossa palavra e nela encontrar a fonte da vida. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

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