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Mãe entre todas bendita, do Filho único aflita, a imensa dor assistia (Stabat Mater).  

Ano B – 15 de setembro de 2015

Cor Liturgica: BRANCO (Nossa Senhora das Dores . Memória)

João 19,25-27

Aleluia, aleluia, aleluia.
Feliz a virgem Maria, que, sem passar pela morte, do martírio ganha a palma, ao pé da cruz do Senhor!
 
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João.
Naquele tempo, 19 25 junto à cruz de Jesus estavam de pé sua mãe, a irmã de sua mãe, Maria, mulher de Cléofas, e Maria Madalena.
26 Quando Jesus viu sua mãe e perto dela o discípulo que amava, disse à sua mãe: “Mulher, eis aí teu filho”.
27 Depois disse ao discípulo: “Eis aí tua mãe”. E dessa hora em diante o discípulo a levou para a sua casa.
Palavra da Salvação.

 


Comentário do Evangelho

Às várias características próprias do Evangelho de João junta-se esta: ele é o único que menciona a presença da mãe de Jesus e de discípulos junto à cruz. Nos sinóticos, Marcos, Mateus e Lucas, as mulheres permanecem a
distância, observando. A mãe de Jesus é mencionada apenas duas vezes neste Evangelho: no início do seu ministério, nas bodas de Caná e, agora, no momento de sua crucifixão. Nas duas vezes é destacada a proximidade entre Jesus e sua mãe. Nas bodas, quando ainda não era chegada a hora de Jesus, a mãe representa o antigo
Israel fiel, particularmente os samaritanos, que busca o socorro de Jesus e reconhece que deve ser feito tudo o que ele disser. Agora é a sua hora. É a hora da glorificação de Jesus, a sua fidelidade plena ao projeto do Pai, até a morte, tendo, porém, garantida a continuidade de sua missão nas comunidades. Em pé, junto à cruz, destacam-se sua mãe, Maria Madalena e o discípulo que Jesus amava. Maria Madalena, procurando por Jesus no horto, em uma alusão ao Cântico dos Cânticos, representa a comunidade como esposa do Ressuscitado. O discípulo amado simboliza a comunidade que continuará a missão de Jesus. A mãe, o Israel fiel, encontrará sua identidade inserindo-se nestas
comunidades.

Leitura

Hebreus 5,7-9

Leitura da carta aos Hebreus.
5 7 Nos dias de sua vida mortal, dirigiu preces e súplicas, entre clamores e lágrimas, àquele que o podia salvar da morte, e foi atendido pela sua piedade.
8 Embora fosse Filho de Deus, aprendeu a obediência por meio dos sofrimentos que teve.
9 E uma vez chegado ao seu termo, tornou-se autor da salvação eterna para todos os que lhe obedecem,
Palavra do Senhor.
 
Salmo 30/31

Salvai-me pela vossa compaixão, ó Senhor Deus!

 

Senhor, eu ponho em vós minha esperança;

que eu não fique envergonhado eternamente!

Porque sois justo, defendei-me e libertai-me,

apressai-vos, ó Senhor, em socorrer-me!

 

Sede uma rocha protetora para mim,

um abrigo bem seguro que me salve!

Sim, sois vós a minha rocha e fortaleza;

por vossa honra, orientai-me e conduzi-me!

 

Retirai-me desta rede traiçoeira,

porque sois o meu refúgio protetor!

Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito,

porque vós me salvareis, ó Deus fiel!

 

A vós, porém, ó meu Senhor, eu me confio

e afirmo que só vós sois o meu Deus!

Eu entrego em vossas mãos o meu destino;

libertai-me do inimigo e do opressor!

 

Como é grande, ó Senhor, vossa bondade,

que reservastes para aqueles que vos temem!

Para aqueles que em vós se refugiam,

mostrando, assim, o vosso amor perante os homens.

Oração
Ó Deus, quando o vosso filho foi exaltado, quisestes que sua mãe estivesse de pé, junto à cruz, sofrendo com ele. Dai à vossa Igreja, unida a Maria na paixão de Cristo, participar da ressurreição do Senhor. Que convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

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