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O que Deus uniu, o homem não separe!  

Dia 24 de Fevereiro – Sexta-feira

VII SEMANA DO TEMPO COMUM
(Verde – Ofício do Dia)


Antífona de Entrada

Confiei, Senhor, na vossa misericórdia; meu coração exulta porque me salvais. Cantarei ao Senhor pelo bem que me fez (Sl 12,6).


Oração do dia

Concedei, ó Deus todo-poderoso, que, procurando conhecer sempre o que é reto, realizemos vossa vontade em nossas palavras e ações. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.


Leitura (Eclesiástico 6,5-17)

Leitura do livro do Eclesiástico.
6 5 Uma boa palavra multiplica os amigos e apazigua os inimigos; a linguagem elegante do homem virtuoso é uma opulência.
6 Dá-te bem com muitos, mas escolhe para conselheiro um entre mil.
7 Se adquirires um amigo, adquire-o na provação, não confies nele tão depressa.
8 Pois há amigos em certas horas que deixarão de o ser no dia da aflição.
9 Há amigo que se torna inimigo, e há amigo que desvendará ódios, querelas e disputas;
10 há amigo que só o é para a mesa, e que deixará de o ser no dia da desgraça.
11 Se teu amigo for constante, ele te será como um igual, e agirá livremente com os de tua casa.
12 Se se rebaixa em tua presença e se retrai diante de ti, terás aí, na união dos corações, uma excelente amizade.
13 Separa-te daqueles que são teus inimigos, e fica de sobreaviso diante de teus amigos.
14 Um amigo fiel é uma poderosa proteção: quem o achou, descobriu um tesouro.
15 Nada é comparável a um amigo fiel, o ouro e a prata não merecem ser postos em paralelo com a sinceridade de sua fé.
16 Um amigo fiel é um remédio de vida e imortalidade; quem teme ao Senhor, achará esse amigo.
17 Quem teme ao Senhor terá também uma excelente amizade, pois seu amigo lhe será semelhante.
Palavra do Senhor.


Salmo Responsorial 118/119

Guiai-me pela estrada do vosso ensinamento!

Ó Senhor, vós sois bendito para sempre;
os vossos mandamentos ensinai-me!

Minha alegria é fazer vossa vontade;
eu não posso esquecer vossa palavra.

Abri meus olhos, e então contemplarei
as maravilhas que encerra a vossa lei!

Fazei-me conhecer vossos caminhos,
e então meditarei vossos prodígios!

Dai-me o saber, e cumprirei a vossa lei,
e de todo o coração a aguardarei.

Guiai meus passos no caminho que traçastes,
pois só nele encontrarei felicidade.


Evangelho (Marcos 10,1-12)

Aleluia, aleluia, aleluia.
Vossa palavra é a verdade; santificai-nos na verdade! (Jo 17,17).

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos.
Naquele tempo, 10 1 saindo dali, ele foi para a região da Judéia, além do Jordão. As multidões voltaram a segui-lo pelo caminho e de novo ele pôs-se a ensiná-las, como era seu costume.
2 Chegaram os fariseus e perguntaram-lhe, para o pôr à prova, se era permitido ao homem repudiar sua mulher.
3 Ele respondeu-lhes: “Que vos ordenou Moisés?”
4 Eles responderam: “Moisés permitiu escrever carta de divórcio e despedir a mulher.”
5 Continuou Jesus: “Foi devido à dureza do vosso coração que ele vos deu essa lei;
6 mas, no princípio da criação, Deus os fez homem e mulher.
7 Por isso, deixará o homem pai e mãe e se unirá à sua mulher;
8 e os dois não serão senão uma só carne. Assim, já não são dois, mas uma só carne.
9 Não separe, pois, o homem o que Deus uniu.”
10 Em casa, os discípulos fizeram-lhe perguntas sobre o mesmo assunto.
11 E ele disse-lhes: “Quem repudia sua mulher e se casa com outra, comete adultério contra a primeira.
12 E se a mulher repudia o marido e se casa com outro, comete adultério.”
Palavra da Salvação.


Comentário ao Evangelho

DENUNCIANDO UMA INJUSTIÇA
            Ao exprimir seu pensamento a respeito do matrimônio, Jesus denunciava uma injustiça cometida contra as mulheres, procurando prevenir seus discípulos a não praticá-la.
            A Lei mosaica era explícita no tocante ao divórcio. Lê-se no Deuteronômio: “Quando um homem se casa com uma mulher e consuma o matrimônio, se depois ele não gosta mais dela, por ter visto nela alguma coisa inconveniente, escreva para ela um documento de divórcio e o entregue a ela, deixando-a sair de casa, em liberdade”. A Lei previa o caso de sucessivos repúdios da mulher. Portanto, ela ficava sob a tutela do marido e dependia de seu humor. Bastava um pequeno deslize, ou algo que desagradasse o marido, para ser repudiada. Uma situação de evidente injustiça, no parecer de Jesus, com a qual não podia pactuar.
            Por isso, ele saiu em defesa das mulheres com dois argumentos. O primeiro referia-se ao questionamento da Lei. O divórcio consistia numa espécie de concessão divina à mesquinhez humana. Não podendo suportar algo superior, Deus se contentava em permitir aos homens algo inferior. Mas Jesus estava ali para defender a verdadeira vontade divina. O segundo consistiu em mostrar que o divórcio é impossível, considerando o texto bíblico que lhe serve de fundamento. Se marido e mulher formam uma só carne, como é possível falar em divórcio? Repudiando a mulher, o homem desfazia-se de uma parte de si mesmo.

Oração
Pai, que os casais cristãos, unidos pelo sacramento do matrimônio, saibam reconhecer e realizar o mistério de comunhão que os chama a viver.


Sobre as Oferendas

Ao celebrar com reverência vossos mistérios, nós vos suplicamos, ó Deus, que os dons oferecidos em vossa honra sejam úteis à nossa salvação. Por Cristo, nosso Senhor.


Antífona da Comunhão

Senhor, de coração vos darei graças, as vossas maravilhas narrarei! Em vós exultarei de alegria, cantarei ao vosso nome, Deus altíssimo! (Sl 9,2s).


Depois da Comunhão

Ó Deus todo-poderoso, concedei-nos alcançar a salvação eterna, cujo penhor recebemos neste sacramento. Por Cristo, nosso Senhor.

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