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Todo aquele que pede, recebe  

Dia 9 de Março – Quinta-feira

I SEMANA DA QUARESMA
(Roxo – Ofício do Dia)


Antífona de Entrada

Ouvi, Senhor, minha oração, compreendei o meu lamento. Atendei à voz de meu apelo, ó meu rei e meu Deus! (Sl 5,2s).


Oração do dia

Dai-nos, ó Deus, pensar sempre o que é reto e realizá-lo com solicitude. E, como só podemos existir em vós, fazei-nos viver segundo a vossa vontade. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.


Leitura (Ester 4,17)

Leitura do livro de Ester.
Naqueles dias, 4 17n também a rainha Ester, apavorada com o perigo da morte iminente, procurou refúgio no Senhor. 17o Tirando suas vestes de luxo, cobriu-se com vestes de luto. Em vez dos perfumes finos, encheu a cabeça de cinza e humilhou duramente seu corpo com jejuns. 17p Prostrada por terra, com suas escravas, de manhã à noite, assim orou: 17q “Ó Deus de Abraão, Deus de Isaac e Deus de Jacó, tu és bendito! Socorre-me, pois estou sozinha, e não tenho outro defensor senão tu, Senhor, 17r agora que devo arriscar a minha vida! 17s Ouvi, dos livros dos meus antepassados, Senhor, que tu salvaste Noé, no dilúvio. 17t Ouvi, dos livros dos meus antepassados, Senhor, que tu entregaste nove reis a Abraão, quando este dispunha de apenas trezentos e dezoito homens. 17u Ouvi, dos livros dos meus antepassados, Senhor, que tu livraste Jonas do ventre da baleia. 17v Ouvi, dos livros dos meus antepassados, Senhor, que tu livraste Ananias, Azarias e Misael, da fornalha de fogo. 17x Ouvi, dos livros dos meus antepassados, Senhor, que tu retiraste Daniel da cova dos leões. 17y Ouvi, dos livros dos meus antepassados, que tu te compadeceste de Ezequias, rei dos judeus, quando estava às portas da morte e orava por sua vida, e lhe concedeste mais quinze anos. 17z Ouvi, dos livros dos meus antepassados, Senhor, que tu concedeste um filho a Ana, em resposta à oração que brotava de sua alma. 17aa Ouvi, dos livros dos meus antepassados, Senhor, que tu libertas, até o fim, a todos os que te agradam.
17bb Agora, pois, ajuda-me, porque estou só, e não tenho ninguém senão tu, Senhor, meu Deus! 17cc Tu sabes que a tua serva tem abominado reclinar-se com os incircuncisos. 17dd Ó Deus, tu sabes que eu não tenho comido da mesa de suas maldições, nem bebido o vinho das suas libações. 17ee Tu sabes que, desde o dia de minha coroação, não tenho tido alegria senão somente em ti, Senhor. 17ff Tu sabes, ó Deus, que, desde o momento em que este traje passou por minha cabeça, eu o abomino como a um trapo imundo,
e não foi feliz o dia em que o revesti. 17gg Agora, vem em auxílio a esta órfã,
e inspira a palavra adequada à minha boca, diante do leão: torna-me graciosa a seus olhos e muda o seu coração, para que odeie quem nos ataca, para a perdição desse homem e dos que com ele consentem. 17hh E a nós, livra-nos das mãos dos nossos inimigos; converte o nosso luto em alegria e as nossas dores em salvação!
Palavra do Senhor. 
 


Salmo Responsorial 137/138

Naquele dia em que gritei,
vós me escutastes, ó Senhor!

Ó Senhor, de coração eu vos dou graças,
porque ouvistes as palavras dos meus lábios!
Perante os vossos anjos vou cantar-vos
e ante o vosso templo vou prostrar-me.

Eu agradeço vosso amor, vossa verdade,
porque fizestes muito mais que prometestes;
naquele dia em que gritei, vós me escutastes
e aumentastes o vigor da minha alma.

Estendereis o vosso braço em meu auxílio
e havereis de me salvar com vossa destra.
Completai em mim a obra começada;
ó Senhor, vossa bondade é para sempre!
Eu vos peço: não deixeis inacabada
esta obra que fizeram vossas mãos!


Evangelho (Mateus 7,7-12)

Salve, ó Cristo, imagem do Pai, a plena verdade nos comunicai! 
Criai em mim um coração que seja puro, dai-me de novo a alegria de ser salvo! (Sl 50,12.14).

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 7 7″ Pedi e se vos dará. Buscai e achareis. Batei e vos será aberto.
8 Porque todo aquele que pede, recebe. Quem busca, acha. A quem bate, abrir-se-á.
9 Quem dentre vós dará uma pedra a seu filho, se este lhe pedir pão?
10 E, se lhe pedir um peixe, dar-lhe-á uma serpente?
11 Se vós, pois, que sois maus, sabeis dar boas coisas a vossos filhos, quanto mais vosso Pai celeste dará boas coisas aos que lhe pedirem.
12 Tudo o que quereis que os homens vos façam, fazei-o vós a eles. Esta é a lei e os profetas”.
Palavra da Salvação.


Comentário ao Evangelho

A BONDADE DO PAI

Um dos traços fundamentais da imagem de Deus, revelada por Jesus, foi a bondade. A insistência neste ponto deveu-se, sem dúvida, às imagens destorcidas que povoavam a fé popular. Muita gente, ontem e hoje, cultua um Deus rigoroso, sempre pronto a castigar, impaciente com as limitações humanas, intransigente quando se trata de cobrar.
O Deus de Jesus Cristo, pelo contrário, prima pela condescendência para com os seres humanos: pronto para atender quando solicitado, disponível para quem o procura, e incapaz de fechar-se para quem se dirige a ele. Tudo o que é bom para a humanidade, ele não se recusa a conceder.
Jesus Cristo constituiu-se no dom mais precioso de que a humanidade carecia. E o Pai soube satisfazê-la. Sem Jesus, os seres humanos caminhavam sem rumo, incapazes de alcançar, por si mesmos, a salvação. Não lhes restava outra perspectiva a não ser a condenação. A vinda de Jesus – enquanto dom do Pai – restituiu-lhes o sentido de viver. Nele todas as coisas encontram sentido.
Este é o ponto de vista com o qual a paixão de Jesus deve ser considerada: aquele que caminha para a morte foi o maior dom que o Pai concedeu à humanidade. Jesus é a prova mais convincente do amor que Deus devota aos seres humanos.

Oração
Espírito de bondade, faze-me compreender que, no Filho Jesus, manifestou-se a prova maior de amor que o Pai tem para comigo.


Sobre as Oferendas

Sede propício, ó Deus, às nossas preces e, acolhendo as oferendas do vosso povo, fazei com que os nossos corações se voltem para vós. Por Cristo, nosso Senhor.


Antífona da Comunhão

Quem pede recebe; quem procura encontra; e ao que bate abrir-se-á (Mt 7,8).


Depois da Comunhão

Senhor nosso Deus, fazei que os sagrados mistérios, instituídos para a nossa salvação, nos sirvam de remédio hoje e sempre. Por Cristo, nosso Senhor.

MEMÓRIA FACULTATIVA

SANTA FRANCISCA ROMANA
(Branco – Ofício da Memória)


Oração do Dia

Ó Deus, que nos destes em santa Francisca Romana admirável modelo de esposa e de monja, fazei-nos sempre fiéis ao vosso serviço, para que possamos reconhecer e seguir a vossa vontade em todas as circunstâncias da vida. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.


Sobre as Oferendas

Ó Deus de bondade, que, destruindo o velho homem, criastes em santa Francisca Romana uma mulher nova segundo a vossa imagem, daí que possamos, igualmente renovados, oferecer este sacrifício de reparação. Por Cristo, nosso Senhor.


Depois da Comunhão

Fortificados por este sacramento, nós vos pedimos, ó Deus todo-poderoso, que aprendamos com santa Francisca Romana a buscar-vos sempre e acima de tudo e a viver neste mundo a vida nova do cristão. Por Cristo, nosso Senhor.


Santo do Dia / Comemoração (SANTA FRANCISCA ROMANA)

Francisca Romana tem uma importância muito grande na história da Igreja, por ser considerada exemplo de mulher cristã a ser seguido por jovens, noivas, esposas, mães, viúvas e religiosas, pelo modelo que foi.

Francisca Bussa de Buxis de Leoni nasceu em 1384, em uma nobre e tradicional família romana cristã e, desde jovem, manifestou a vocação para uma vida de piedade e penitência. Queria ser uma religiosa, mas seu pai prometeu-a em casamento ao jovem Lourenço Ponciano, também cortejado por ser nobre e muito rico. Contudo, era um bom cristão e os dois se completaram, social e espiritualmente. Tiveram filhos, cumpriam suas obrigações matrimoniais com sobriedade e serenidade, respeitando todos os preceitos católicos de caridade e benevolência. Dedicavam tanto tempo aos pobres e doentes que sua rica casa acabou se transformando em asilo, ambulatório, hospital e albergue, para os necessitados e abandonados.

O casal teve seis filhos que deveriam ser apenas fontes de felicidade para os pais, porém acabaram por se tornar a origem de muita dor e sacrifício. Numa sucessão de acontecimentos Francisca viu morrer três de seus filhos. Roma, naquela época, atravessou períodos terríveis de sua história, sendo flagelada por duas guerras, revoluções, epidemias, fome e miséria. Francisca ainda assistiu outro dos filhos ser feito refém, enquanto o marido se tornava prisioneiro, depois de ferido na guerra. Mesmo assim, continuou sua obra de caridade junto aos necessitados, vendendo quase tudo que tinha para mantê-la. Foi justamente nesse período que recebeu o título de “Mãe de Roma”.

Freqüentava a igreja de padres beneditinos de Santa Maria Nova e ali reuniu as ricas amigas da corte romana para trabalharem em benefício da sociedade. Mesmo sem vestirem hábito algum, sem emitirem votos e sem formarem uma família religiosa, pois, viviam uma vida normal de mães e donas de casa, mas encontrando tempo para se dedicarem à comunidade carente. Quando o marido morreu, Francisca entregou-se de maneira definitiva à vida religiosa, fundando com algumas dessas companheiras, também viúvas, a Ordem das Irmãs Oblatas Olivetanas de Santa Maria Nova.

Tinha cinqüenta e seis anos quando morreu, no dia 09 de março de 1440, depois de ser eleita superiora pelas companheiras de convento. Sua biografia oficial registra ainda várias manifestações da graça do Senhor em sua vida, como a presença constante e real de um anjo da guarda.

Foi proclamada Santa Francisca Romana em 1608 e considerada mística, pela Igreja. Narram os registros que, quando morreu, foram necessários três dias para que toda a população de Roma pudesse visitar seu caixão, de tanto que era admirada e querida pelo povo, devotos e fiéis.

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