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Todos vos odiarão por causa do meu nome. Mas vós não perdereis.um só fio de cabelo da vossa cabeça  

Dia 23 de Novembro – Quarta-feira

XXXIV SEMANA DO TEMPO COMUM
(Verde – Ofício do Dia)


Antífona de Entrada

O Senhor fala de paz a seu povo e a seus amigos e a todos o que se voltam para ele (Sl 84,9).


Oração do dia

Levantai, ó Deus, o ânimo dos vossos filhos e filhas, para que, aproveitando melhor as vossas graças, obtenham de vossa paternal bondade mais poderosos auxílio. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.


Leitura (Apocalipse 15,1-4)

Leitura do livro do Apocalipse de são João.
15 1 Vi ainda, no céu, outro sinal, grande e maravilhoso: sete Anjos que tinham os sete últimos flagelos, porque por eles é que se deve consumar a ira de Deus.
2 Vi também como que um mar transparente, irisado de fogo, e os vencedores, que haviam escapado à Fera, à sua imagem e ao número do seu nome, conservavam-se de pé sobre esse mar com as cítaras de Deus.
3 Cantavam o cântico de Moisés, o servo de Deus, e o cântico do Cordeiro, dizendo: “Grandes e admiráveis são as tuas obras, Senhor Deus Dominador. Justos e verdadeiros são os teus caminhos, ó Rei das nações!
4 Quem não temerá, Senhor, e não glorificará o teu nome? Só tu és santo e todas as nações virão prostrar-se diante de ti, porque se tornou manifesta a retidão dos teus juízos”.
Palavra do Senhor.


Salmo Responsorial 97/98

Como são grandes e admiráveis vossas obras,
Ó Senhor e nosso Deus onipotente!
 
Cantai ao Senhor Deus um canto novo,
porque ele fez prodígios!
Sua mão e o seu braço forte e santo
alcançaram-lhe a vitória.

O Senhor fez conhecer a salvação,
e, às nações, sua justiça;
recordou o seu amor sempre fiel
pela casa de Israel.

Aplauda o mar com todo ser que nele vive,
o mundo inteiro e toda gente!
As montanhas e os rios batam palmas
e exultem de alegria.

Na presença do Senhor, pois ele vem,
vem julgar a terra inteira.
Julgará o universo com justiça
e as nações com eqüidade.


Evangelho (Lucas 21,12-19)

Aleluia, aleluia, aleluia.
Permanece fiel até a morte e a coroa da vida eu te darei! (Ap 2,10)

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.
Naquele tempo, 21 12 disse Jesus aos seus discípulos: “Antes de tudo isso, vos lançarão as mãos e vos perseguirão, entregando-vos às sinagogas e aos cárceres, levando-vos à presença dos reis e dos governadores, por causa de mim.
13 Isto vos acontecerá para que vos sirva de testemunho.
14 Gravai bem no vosso espírito de não preparar vossa defesa,
15 porque eu vos darei uma palavra cheia de sabedoria, à qual não poderão resistir nem contradizer os vossos adversários.
16 Sereis entregues até por vossos pais, vossos irmãos, vossos parentes e vossos amigos, e matarão muitos de vós.
17 Sereis odiados por todos por causa do meu nome.
18 Entretanto, não se perderá um só cabelo da vossa cabeça.
19 É pela vossa constância que alcançareis a vossa salvação”.
Palavra da Salvação.


Comentário ao Evangelho

O TESTEMUNHO DE FIDELIDADE
            A tarefa de levar adiante o ministério de Jesus, qual seja, a de implantar o Reino de Deus na história humana, atrairia perseguição e prisão para os discípulos. Vítimas de um ódio insano por causa do nome de Jesus, o testemunho deles revelaria sua fidelidade.
            Esta fidelidade perseverante, no entanto, só poderia resultar de uma fé inabalável.
            Os discípulo têm a seu favor o Pai, em cujas mãos coloca a própria vida. Sua bondade paterna e previdente não permite que caia nem um só cabelo da cabeça dos filhos, sem o seu consentimento. Isto infunde no coração dos discípulos uma confiança inabalável diante dos inimigos e perseguidores, como também diante das autoridades em cuja presença serão levados.
            Ademais, os discípulos terão a seu favor o Espírito Santo, o qual, diante dos tribunais, dar-lhes-á uma eloqüência e uma sabedoria tais, capazes de confundir seus inquisidores. Disto lhes advirá uma profunda tranqüilidade, incômoda para quem pensa poder amedrontá-los com violência e arbitrariedade.
            Enfim, os discípulos têm a seu favor o Filho Jesus, ao qual se consagraram e cuja causa têm a tarefa de dar continuidade. Seu projeto de vida reflete o de Jesus, de forma a abrir mão de seus interesses pessoais. Sua comunhão com o Mestre expressa-se também no sofrimento.
            Este suporte teológico-espiritual possibilita aos discípulos perseverarem e, por conseqüência, salvarem-se. Sem isto, seriam incapaz de suportar as ameaças que começam dentro de seu próprio lar, advindas dos familiares mais próximos.

Oração
Pai, dá-me uma fé profunda que me possibilite perseverar nos momentos de dificuldade, sem abrir mão da tarefa que recebi: levar adiante o projeto de Jesus.


Sobre as Oferendas

Acolhei, ó Deus, estes dons que nos mandastes consagrar em vossa honra e, para que eles nos tornem agradáveis aos vossos olhos, Dai-nos guardar sempre os vossos mandamentos. Por Cristo, nosso Senhor.


Antífona da Comunhão

Cantai louvores ao Senhor, todas agentes; povo todos, festejai-o! Pois comprovado é seu amor para convosco, para sempre ele é fiel! (Sl 116,1s)


Depois da Comunhão

Fazei, ó Deus todo-poderoso, que nunca nos separemos de vós, pois nos concedeis a alegria de participar da vossa vida. Por Cristo, nosso Senhor.

MEMÓRIA FACULTATIVA

SÃO CLEMENTE I
(Vermelho – Ofício da Memória)


Oração do Dia

Deus eterno e todo-poderoso, admirável na força dos vossos santos, Dai-nos comemorar com alegria a festa do papa são Clemente, sacerdote e mártir do vosso Filho, que testemunhou com o seu sangue o mistério que celebrava e confirmou suas palavras com o exemplo de sua vida. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.


Sobre as Oferendas

Ó Deus, seja-nos proveitoso, na festa de são Clemente, este santo sacrifício que, ao ser oferecido na cruz, libertou do pecado o mundo inteiro. Por Cristo, nosso Senhor.


Depois da Comunhão

Senhor nosso Deus, nós vos pedimos que os dons recebidos na festa de são Clemente realizem em nós os seus efeitos, para que sejam sustento de nossa vida mortal e nos obtenham o prêmio da alegria eterna. Por Cristo, nosso Senhor.


Santo do Dia / Comemoração (CLEMENTE I)

Clemente foi o quarto papa da Igreja de Roma, ainda no século I. Vivia em Roma e foi contemporâneo de são João Evangelista, são Filipe e são Paulo; de Filipe era um dos colaboradores e do último, um discípulo. Paulo até citou-o em seus escritos. A antiga tradição cristã apresenta-o como filho do senador Faustino, da família Flávia, parente do imperador Domiciano. Mas foi o próprio Clemente que registrou sua história ao assumir o comando da Igreja, sabendo do perigo que o cargo representava para sua vida. Pois era uma época de muitas perseguições aos seguidores de Cristo.

Governou a Igreja por longo período, de 88 a 97, quando levou avante a evangelização firmemente centrada nos princípios da doutrina. Enfrentou as divisões internas que ocorriam. Foi considerado o autor da célebre carta anônima enviada aos coríntios, que não seguiam as orientações de Roma e pretendiam desligar-se do comando único da Igreja. Através da carta, Clemente I animou-os a perseverarem na fé e na caridade ensinada por Cristo, e participarem da união com a Igreja.

Restabeleceu o uso do crisma, seguindo a tradição de são Pedro, e instituiu o uso da expressão “amém” nos ritos religiosos. Com sua atuação séria e exemplar, converteu até Domitila, irmã do imperador Domiciano, também seu parente, fato que ajudou muito para amenizar a sangrenta perseguição aos cristãos. Graças a Domitila, muitos deixaram de sofrer ou, pelo menos, tiveram nela uma fonte de conforto e solidariedade.

Clemente I expandiu muito o cristianismo, assustando e preocupando o então imperador Nerva, que o exilou na Criméia. A essa altura, assumiu, como papa, Evaristo. Enquanto nas terras do exílio, Clemente I encontrou mais milhares de cristãos condenados aos trabalhos forçados nas minas de pedra. Passou a encorajá-los a perseverarem na fé e converteu muitos outros pagãos.

A notícia chegou ao novo imperador Trajano, que, irritado, primeiro ordenou que ele prestasse sacrifício aos deuses. Depois, como recebeu a recusa, mandou jogá-lo no mar Negro com uma âncora amarrada no pescoço. Tudo aconteceu no dia 23 de novembro do ano 101, como consta do Martirológio Romano.

O corpo do santo papa Clemente I, no ano 869, foi levado para Roma pelos irmãos missionários Cirilo e Metódio, também venerados pela Igreja, e entregue ao papa Adriano II. Em seguida, numa comovente solenidade, foi conduzido para o definitivo sepultamento na igreja dedicada a ele. Na cidade de Collelungo, nas ruínas da propriedade de Faustino, seu pai, foi construída uma igreja dedicada a são Clemente I. A sua celebração ocorre no dia da sua morte.

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