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Jesus realizou este início dos sinais em Caná da Galiléia  

Dia 7 de Janeiro – Sábado

TEMPO DO NATAL
(Branco, Prefácio do Natal – Ofício do dia)


Antífona de Entrada

Deus enviou o seu Filho, nascido de mulher, para que nos tornássemos filhos adotivos (Gl 4,4s).


Oração do dia

Deus eterno e todo-poderoso, pela vinda do vosso Filho, vos manifestastes em nova luz. Assim como ele quis participar da nossa humanidade, nascendo da Virgem, dai-nos participar de sua vida no reino. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.


Leitura (1 João 5,14-21)

Leitura da primeira carta de são João.
5 14 Caríssimos, a confiança que depositamos nele é esta: em tudo quanto lhe pedirmos, se for conforme à sua vontade, ele nos atenderá.
15 E se sabemos que ele nos atende em tudo quanto lhe pedirmos, sabemos daí que já recebemos o que pedimos.
16 Se alguém vê seu irmão cometer um pecado que não o conduza à morte, reze, e Deus lhe dará a vida; isto para aqueles que não pecam para a morte. Há pecado que é para morte; não digo que se reze por este.
17 Toda iniqüidade é pecado, mas há pecado que não leva à morte.
18 Sabemos que aquele que nasceu de Deus não peca; mas o que é gerado de Deus se acautela, e o Maligno não o toca.
19 Sabemos que somos de Deus, e que o mundo todo jaz sob o Maligno.
20 Sabemos que o Filho de Deus veio e nos deu entendimento para conhecermos o Verdadeiro. E estamos no Verdadeiro, nós que estamos em seu Filho Jesus Cristo. Este é o verdadeiro Deus e a vida eterna.
21 Filhinhos, guardai-vos dos ídolos!
Palavra do Senhor.


Salmo Responsorial 149

O Senhor ama seu povo de verdade.
 
Cantai ao Senhor Deus um canto novo
e o seu louvor na assembléia dos fiéis!
Alegre-se Israel em quem o fez,
e Sião se rejubile no seu rei!
 
Com danças glorifiquem o seu nome,
toquem harpa e tambor em sua honra!
Porque, de fato, o Senhor ama seu povo
e coroa com vitória os seus humildes.
 
Exultem os fiéis por sua glória
e, cantando, se levantem de seus leitos
com louvores do Senhor em sua boca.
Eis a glória para todos os seus santos.


Evangelho (João 2,1-11)

Aleluia, aleluia, aleluia.
Um grande profeta surgiu entre nós e Deus visitou o seu povo, aleluia (Lc 7,16).
 
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João.
2 1 Três dias depois, celebravam-se bodas em Caná da Galiléia, e achava-se ali a mãe de Jesus.
2 Também foram convidados Jesus e os seus discípulos.
3 Como viesse a faltar vinho, a mãe de Jesus disse-lhe: “Eles já não têm vinho”.
4 Respondeu-lhe Jesus: “Mulher, isso compete a nós? Minha hora ainda não chegou”.
5 Disse, então, sua mãe aos serventes: “Fazei o que ele vos disser”.
6 Ora, achavam-se ali seis talhas de pedra para as purificações dos judeus, que continham cada qual duas ou três medidas.
7 Jesus ordena-lhes: “Enchei as talhas de água”. Eles encheram-nas até em cima.
8 “Tirai agora”, disse-lhes Jesus, e levai ao chefe dos serventes. E levaram.
9 Logo que o chefe dos serventes provou da água tornada vinho, não sabendo de onde era (se bem que o soubessem os serventes, pois tinham tirado a água), chamou o noivo
10 e disse-lhe: “É costume servir primeiro o vinho bom e, depois, quando os convidados já estão quase embriagados, servir o menos bom. Mas tu guardaste o vinho melhor até agora”.
11 Este foi o primeiro milagre de Jesus; realizou-o em Caná da Galiléia. Manifestou a sua glória, e os seus discípulos creram nele.
Palavra da Salvação.

Comentário ao Evangelho

O MESSIAS SE REVELA
            Todo o clima do milagre realizado em Caná da Galiléia tem um caráter messiânico. O Antigo Testamento serviu-se da imagem do casamento e do banquete para falar do tempo em que Deus haveria de visitar e resgatar o seu povo.
            O profeta Isaías chama Javé de “esposo de Israel”. Por isso, Deus se pergunta: “Como pode ser repudiada a mulher amada deste a juventude?” E afirma: “Tua serás chamada Minha favorita, e a Terra terá o nome de Desposada”. Por outro lado, o povo é convidado para a “comer coisas gostosas e a saborear, gratuitamente, iguarias suculentas”.
            Por isso, o relato evangélico põe em relevo a abundância do vinho e sua excelente qualidade, bem como a transformação da água em vinho. Teologicamente, isto significa que a presença do Messias Jesus introduziu algo novo na história de Israel. A humanidade poderia alegrar-se, pois lhe fora oferecido o vinho prometido para os tempos messiânicos. A oferta divina era de qualidade superior. Tudo quanto existira, até então, não se podia comparar com o que estava acontecendo. O fim da festa acabou se transformando em seu começo, pois só, no fim, fora oferecido o vinho melhor. Com a presença de Jesus, a História recomeça.
            Entretanto, para experimentar a novidade divina na História é preciso acreditar em Jesus. Quem nele crer, participará da festa que Deus preparou, desde sempre, para a humanidade.

Oração
Espírito de fé no Messias Jesus, move-me a aderir totalmente àquele que é, na nossa História, a presença divina da salvação e nos introduz nas alegrias do Reino.


Sobre as Oferendas

Concedei, ó Deus todo-poderoso, fonte da verdadeira piedade e da paz, que vos honremos dignamente com estes dons e, pela participação nestes mistérios, reforcemos os laços que nos unem. Por Cristo, nosso Senhor.


Antífona da Comunhão

Da sua plenitude todos nós recebemos graça sobre graça (Jo 1,16).


Depois da Comunhão

Ó Deus, que o vosso povo, sustentado com tantas graças, possa receber hoje e sempre os dons do vosso amor para que, confortado pelos bens transitórios, busque mais confiantemente os bens eternos. Por Cristo, nosso Senhor.

MEMÓRIA FACULTATIVA

SÃO RAIMUNDO DE PENYAFORT
(Branco – Ofício da Memória)

Oração do Dia

Ó Deus, que inspirastes a são Raimundo de Penyafort grande amor pelos pecadores e prisioneiros, libertai-nos, por suas preces, da servidão do pecado, para que, de todo o coração, façamos o que vos agrada. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.


Sobre as Oferendas

Acolhei, ó Deus, as oferendas que trazemos ao vosso altar em honra de são Raimundo Penyafort e, como vós o glorificastes por estes sagrados mistérios, concedei-nos agora o vosso perdão. Por Cristo, nosso Senhor.


Depois da Comunhão

Ó Pai todo-poderoso, que a vossa mesa revigore e aumente as nossas forças, ao celebrarmos a festa de são Raimundo de Penyaforte, para que guardemos todas a integridade da fé e sigamos o caminho da salvação. Por Cristo, nosso Senhor.


Santo do Dia / Comemoração (SÃO RAIMUNDO DE PENYAFORT)

Raimundo era um fidalgo espanhol descendente dos reis de Aragão. Nasceu em 1175, no castelo dos Peñafort, na Catalunha. Desde muito pequeno apresentava interesse pela vida religiosa e pelos estudos. Aos vinte anos foi professor de artes livres numa universidade em Barcelona, atraindo muitos estudantes com suas aulas. Depois foi para Bolonha onde continuou lecionando e estudando direito civil e eclesiástico. Ao final foi diplomado com louvor e nomeado titular da cadeira de Direito Canônico da mesma escola. Jamais esqueceu os pobres, deles, Raimundo cuidava pessoalmente, muito embora a fama de seus conhecimentos já percorresse toda a Itália e Europa.

Em 1220 voltou para a Espanha e foi ordenado sacerdote e vigário geral da diocese de Barcelona. Depois foi convocado para servir em Roma a pedido do Papa Gregório IX, do qual foi confessor cerca de oito anos. Nesta época observou que os pobres, quando iam ao palácio papal, não eram tratados e atendidos com o devido direito, por isto alertou ao pontífice para que se interessasse pessoalmente por esta parte do rebanho. Por ordem do Papa, Raimundo editou a obra conhecida como “Os Decretais de Gregório IX”, muito importante para o direito canônico até hoje.

Como retribuição pela dedicação e bons trabalhos, este papa o nomeou arcebispo de Taragona. Dentro de sua extrema humildade e se julgando indigno pediu exoneração do cargo, chegando a ficar doente por causa desta situação e com a licença dos superiores, voltou para a Espanha. Do amigo, Pedro Nolasco, recebeu e aceitou o convite de redigir as Constituições da nascente Ordem das Mercês para a Redenção dos Cativos.

Com a chegada dos dominicanos em Barcelona, abandonou tudo para ingressar na Ordem. Quando o superior geral morreu, em 1278, os religiosos elegeram Raimundo para ser o sucessor. Durante dois anos percorreu todos os conventos da Ordem a pé. Depois se afastou da direção, para se dedicar a vida solitária de orações e penitência, mas aos pobres continuou a atender. Esta santificação lhe aprimorou ainda mais os dons e grandes prodígios Deus executou por meio do seu servo, cuja fama de santidade corria entre os fiéis.

Por inspiração, aos setenta anos, Raimundo voltou ao ensino. Fundou dois seminários onde o ensino era dado em hebraico e árabe, para atrair judeus e mouros ao Cristianismo. Em pouco tempo dez mil árabes tinham recebido o batismo. Foi confessor do rei Jaime de Aragão, ao qual repreendeu pela vida mundana desregrada. Também o alertou sobre o perigo que o reino corria com os albigenses, facção da seita dos cátaros, que estavam pregando uma doutrina contrária e desta maneira conseguiu que fossem expulsos. Era um escritor valoroso, a sua obra, “Suma de Casos”, continua sendo usada pelos confessores.

Avisados de sua última enfermidade os reis de Aragão e Castela foram ao seu encontro para receberem a derradeira benção. Raimundo de Peñafort morreu centenário no dia 6 de janeiro de 1275. Foi canonizado e sua festa autorizada para o dia seguinte da Epifania, em 7 de janeiro.

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