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Os espíritos maus gritavam: ‘Tu és o Filho de Deus!’ Mas ele ordenava severamente para não dizerem quem ele era.  

Ano A – 23 de janeiro de 2014

Cor Liturgica: VERDE (5ª-feira da 2ª Semana Tempo Comum)

Marcos 3,7-12

Aleluia, aleluia, aleluia.
Jesus Cristo salvador destruiu o mal e a morte; fez brilhar pelo Evangelho a luz e a vida imperecíveis (2Tm 1,10).

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos.
3 7 Jesus retirou-se com os seus discípulos para o mar, e seguia-o uma grande multidão, vinda da Galiléia.
8 E da Judéia, de Jerusalém, da Iduméia, do além-Jordão e dos arredores de Tiro e de Sidônia veio a ele uma grande multidão, ao ouvir o que ele fazia.
9 Ele ordenou a seus discípulos que lhe aprontassem uma barca, para que a multidão não o comprimisse.
10 Curou a muitos, de modo que todos os que padeciam de algum mal se arrojavam a ele para o tocar.
11 Quando os espíritos imundos o viam, prostravam-se diante dele e gritavam: Tu és o Filho de Deus!
12 Ele os proibia severamente que o dessem a conhecer.
Palavra da Salvação.


Comentário do Evangelho
O FILHO DE DEUS
Causa estranheza o fato de os endemoninhados terem gritado que Jesus era o Filho de Deus, fórmula própria de uma confissão de fé. Jesus reconheceu a verdade da declaração deles e os proibiu severamente de ficarem dizendo quem ele era.
É notável que a exclamação não tenha sido feita pelas multidões, vindas de tantos lugares diferentes, atraídas pela fama dos milagres realizados por Jesus. Era de se esperar que elas proclamassem sua fé em Jesus. Antes, são os possessos os proclamadores da condição divina de Jesus.
A teologia evangélica quer mostrar que Jesus, ao implantar o Reino na história humana, desbancou as forças do mal. Evidentemente, elas não se contentavam de ver seu poder reduzido sem protestar. E quando eram vencidas, sabiam muito bem quem as estava vencendo. A proclamação pública da filiação divina de Jesus, posta na boca dos possessos, indica o nível profundo em que Jesus estava atuando. Sua ação a serviço do Reino deu origem a um autêntico combate onde as forças ocultas do mal foram desmascaradas e confrontadas com um poder muito superior a elas. Não lhes restava senão submeter-se e deixar o senhorio de Jesus acontecer na vida de quem era cativo. A presença libertadora do Filho de Deus expulsava toda sorte de espírito imundo instalado no coração humano.

Oração

Senhor Jesus, Filho de Deus, que a tua presença purifique meu coração de todo espírito mal, que me mantem cativo do egoísmo.

Leitura

1 Samuel 18,6-9; 19,1-7

Leitura do primeiro livro de Samuel.
18 6 Voltando o exército, depois de Davi ter matado o filisteu, de todas as cidades de Israel saíam as mulheres ao encontro do rei Saul, cantando e dançando alegremente, ao som de tamborins e címbalos.
7 E enquanto dançavam, diziam umas às outras: “Saul matou seus milhares, e Davi seus dez milhares”.
8 Saul irritou-se em extremo, e desagradou-lhe tal coisa. “Dão dez mil a Davi”, disse ele, “e a mim apenas mil! Só lhe falta a coroa!”
9 E a partir daquele dia, Saul olhou Davi com maus olhos.
1 Saul falou ao seu filho Jônatas e a todos os servos, ordenando-lhes que matassem Davi. Mas Jônatas, que tinha grande afeição por Davi,
2 preveniu-o disso: “Saul, meu pai, procura matar-te. Está de sobreaviso amanhã cedo; esconde-te.
3 Sairei em companhia de meu pai ao campo onde estiveres. Falar-lhe-ei de ti, para ver o que ele diz, e te avisarei depois”.
4 Jônatas falou bem de Davi ao seu pai, e ajuntou: “Que o rei não faça mal algum ao seu servo Davi, pois que ele nunca te fez mal algum. Ao contrário, prestou-te grandes serviços.
5 Arriscou a sua vida para matar o filisteu, e o Senhor deu uma grande vitória a Israel. Foste testemunha disso e te alegraste. Por que queres pecar contra o sangue inocente, matando Davi sem motivo?”
6 Saul ouviu a voz de Jônatas, e fez este juramento: “Pela vida do Senhor, Davi não morrerá!”
7 Então Jônatas chamou Davi e contou-lhe tudo isso. Levou-o em seguida a Saul, para que ele retomasse o seu lugar como dantes.
Palavra do Senhor.
Salmo 55/56
É no Senhor que eu confio e nada temo.

Tende pena e compaixão de mim, ó Deus,
pois há tantos que me calcam sob os pés
e agressores me oprimem todo dia!
Meus inimigos de contínuo me espezinham,
são numerosos os que lutam contra mim!

Do meu exílio registrastes cada passo,
em vosso odre recolhestes cada lágrima
e anotastes tudo isso em vosso livro.
meus inimigos haverão de recuar
em qualquer dia em que eu vos invocar;
tenho certeza: o Senhor está comigo!

Confio em Deus e louvarei sua promessa.
É no Senhor que eu confio e nada temo:
que poderia contra mim um ser mortal?
Devo cumprir, ó Deus, os votos que vos fiz
e vos oferto um sacrifício de louvor.

Oração
Deus eterno e todo-poderoso, que governais o céu e a terra, escutai com bondade as preces do vosso povo e dai ao nosso tempo a vossa paz. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

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