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Os parentes de Jesus diziam que estava fora de si.  


Ano B – 21 de janeiro de 2012

Cor Liturgica: VERMELHO (Sábado da 2ª Semana Tempo Comum – Santa Inês – Virgem e Mártir)

Marcos 3,20-21

Aleluia, aleluia, aleluia.
Abri-nos, ó Senhor, o coração, para ouvirmos a palavra de Jesus! (At 16,14).


Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos.
3 20 Jesus e seus discípulos dirigiram-se em seguida a uma casa. Aí afluiu de novo tanta gente, que nem podiam tomar alimento.
21 Quando os seus o souberam, saíram para o reter; pois diziam: “Ele está fora de si.”
Palavra da Salvação.


Comentário do Evangelho
ACUSADO DE LOUCURA

O Evangelho relata, com muita simplicidade, que os familiares de Jesus consideravam-no “louco”. O interesse suscitado pela pessoa do Mestre, que atraía multidões, deixava-os perturbados. É possível imaginar toda sorte de atitudes por parte dos que o procuravam. Quem necessitava de sua ajuda e era atendido, deveria manifestar-se com exaltação, exageros, histerias, gritaria, barulho. Quem o via com suspeita, não devia poupar críticas, desprezo, maledicências. Por sua vez, os parentes não conseguiam entender o porquê de tudo isto. Nem tinham parâmetros para compreender as palavras de Jesus e captar-lhes o sentido profundo. Tampouco tinham como explicar seu poder misterioso de fazer milagres e libertar os endemoninhados. Por isso, pareceu-lhes prudente prendê-lo em casa, de modo a evitar o espetáculo deprimente de ver aquele seu familiar falando e fazendo desatinos.

Na verdade, esses parentes já não eram mais os verdadeiros familiares de Jesus, que, agora, são outros: aqueles que ele chamou para ser seus companheiros de missão. Estes, sim, pouco a pouco, foram se tornando capazes de compreender a sabedoria escondida nos gestos e nas palavras do Mestre.

Enganaram-se os que pensavam estar diante de um louco, pois ali se encontrava a mais pura sabedoria manifestada por Deus à humanidade.

Oração
Espírito de entendimento, leva-me a descobrir a sabedoria divina escondida nos gestos e nas palavras de Jesus.

Leitura

2 Samuel 1,1-4.11-12.19.23-27

Leitura do segundo livro de Samuel.
1 1 Davi voltou da derrota dos amalecitas, e esteve dois dias em Siceleg.
2 Ao terceiro dia, apareceu um homem que vinha do acampamento de Saul; trazia as vestes rasgadas e a cabeça coberta de pó. Chegando perto de Davi, jogou-se por terra, prostrando-se.

3 Davi disse-lhe: “De onde vens?” “Salvei-me do acampamento de Israel”, respondeu ele.
4 “Que aconteceu?”, perguntou Davi. “Conta-mo!” Ele respondeu: “As tropas fugiram do campo de batalha, e muitos homens do exército tombaram. Saul também, e seu filho Jônatas, pereceram!”
11 Então tomou Davi as suas vestes e rasgou-as, imitando-o nesse gesto todos os que estavam com ele.
12 Estiveram em pranto, choraram e jejuaram até a tarde por causa de Saul, de seu filho Jônatas, do exército do Senhor e da casa de Israel, que haviam caído sob a espada.
19 Davi disse: “Tua flor, Israel, pereceu nas alturas! Como tombaram os heróis?
23 Saul e Jônatas, amáveis e encantadores, nunca se separaram, nem na vida nem na morte, mais velozes do que as águias, mais fortes do que os leões!
24 Filhas de Israel, chorai por Saul, que vos vestia de púrpura suntuosa, e ornava de ouro vossos vestidos.
25 Como caíram os heróis? Em pleno combate Jônatas tombou sobre as tuas colinas.
26 Jônatas, meu irmão, por tua causa meu coração me comprime! Tu me eras tão querido! Tua amizade me era mais preciosa que o amor das mulheres.

27 Como caíram os heróis? Como pereceram os artilheiros de guerra?”
Palavra do Senhor.

Salmo 79/80
Resplandecei a vossa face, e nós seremos salvos!

Ó pastor de Israel, prestai ouvidos.

Vós que a José apascentais qual um rebanho!
Vós, que sobre os querubins vos assentais,
aparecei cheio de glória e esplendor
ante Efraim e Benjamim e Manasses!
Despertai vosso poder, ó nosso Deus,
e vinde logo nos trazer a salvação!

Até quando, ó Senhor, vos irritais,
apesar da oração do vosso povo?

vós nos destes a comer o pão das lágrimas,
e a beber destes um pranto copioso.
Para os vizinhos, somos causa de contenda,
de zombaria para os nossos inimigos.

Oração
Deus eterno e todo-poderoso, que escolheis as criaturas mais frágeis para confundir os poderosos, dai-nos, ao celebrar o martírio de santa Inês, a graça de imitar sua constância na fé. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

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